quarta-feira, 28 de outubro de 2009

By Night - Serão na Biblioteca

BIBLIOTECA MUNICIPAL DO SEIXAL



O "By Night – Serão na Biblioteca" é uma actividade recreativa que pretende proporcionar uma forma diferente de passar um serão. No caso específico procurámos organizar um conjunto de actividades que ilustrem as comemorações do Halloween, procurando ao mesmo tempo desencadear nos jovens o afecto pelo acto da leitura.

As plantas na primeira globalização

BIBLIOTECA MUNICIPAL DO SEIXAL



As implicações da primeira globalização fazem-se sentir ainda hoje. Ela tornou acessíveis ao conhecimento europeu as Américas, a Índia, o Sião, a China, o Japão e outras longínquas paragens. Transformou o Oceano Atlântico num verdadeiro mare nostrum da civilização ocidental e outros oceanos, mares e destinos em percursos conhecidos, descobertas de outros povos e culturas, de novos aromas e sabores. A relevância dos descobrimentos portugueses é indiscutível e indissociável deste processo cujos efeitos irreversíveis perduram no tempo.

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sábado, 17 de outubro de 2009

Acção de Formação - À conversa com António Fontinha, o Contador de Histórias

REDE MUNICIPAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS DO CONCELHO DE PALMELA E GRUPO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES DO CONCELHO DE PALMELA



Acção: À Conversa com o contador António Fontinha
Formador: António Fontinha
Destinatários: Comunidade Educativa
Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela
Dia: 27 de Outubro
Hora: 15h00 – 18H00
Organização: Grupo de Bibliotecas Escolares do Concelho de Palmela

Aceitam-se inscrições através do e-mail:
ou pelo telefone:
212336638

António Fontinha nasceu em Lisboa, viveu em Angola até 1975 e iniciou-se na prática de contar histórias em 1992. Em 1995, rendido aos encantos da narrativa oral, trocou a carreira de actor pela de contador de histórias: “É uma alegria sentir que nos escutam, que no embalo das palavras mergulhamos, partilhando a aventura”.
A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa e, paralelamente à actividade de narrador, tem feito recolha de contos tradicionais por todo o país.

Lavrando a terra

Uns mais, outros menos, todos temos vivências, passagens, contos... Narrativas que facilmente são partilháveis oralmente.
O objectivo deste encontro é entretermo-nos um pouco com a brincadeira de contar... E deitar o rabo do olho ao imaginário da tradição oral portuguesa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Teatro Infantil

BIBLIOTECA MUNICIPAL DO PINHAL NOVO



A equipa de Animação Infanto-Juvenil da Rede Municipal de Bibliotecas Públicas do Concelho de Palmela convida a assistirem à peça de teatro infantil "O Rapaz de Bronze", baseada no conto de Sophia de Mello Breyner.

Dia 26 de Setembro pelas 21h15 no Auditório Municipal de Pinhal Novo.
Entrada livre.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Conversas com a Escrita: Estórias (Para Adultos) Infantis

BIBLIOTECA MUNICIPAL DO SEIXAL



Conversas com a Escrita com Xico Braga
Lançamento do livro "Estórias (Para Adultos) Infantis"
Dia 26 de Setembro, pelas 16 horas, na Galeria Augusto Cabrita - Fórum Cultural do Seixal

Nota biográfica

Nasceu em 1950.
Professor desde 1979, desenvolveu a sua actividade, durante vinte anos, no Concelho do Seixal. Dedicou-se à divulgação da fotografia nas escolas, promovendo Cursos de Iniciação e a realização de Exposições e encontros com fotógrafos. Foi um dos responsáveis pelo jornal da escola Moinho de Maré “O Celeiro”, tarefa que o encantou.
Em 1998, depois de um enfarte, lembrou-se de que queria “ser escritor quando fosse grande” e escreveu o seu primeiro livro de poesia, acreditando que seria o único. Como continuou por cá, foi escrevendo e desafiando amigos para a escrita. Recebeu a medalha de Mérito Cultural, da Câmara Municipal do Seixal, em 2004. Em 2005, descobriu que é giro ser avô e o prazer de escrever estórias para crianças.
Não consegue perdoar que tenham fechado a sua escola. Nem outras coisas.

Das Estórias (Para Adultos) Infantis

Estes sete contos de Xico Braga, mais os dois poemas que os acompanham (o primeiro, talvez, com inspiração na poesia erótica de Bocage e ao gosto popular) não escondem qualquer ambiguidade — o título diz tudo: Estórias (para adultos) infantis. Destinatários escolhidos e intenções expressas, como ocorre na subversão narrativa de O Lobo e o Capuchinho Vermelho e Outras Histórias Eróticas Escritas por Mulheres (mulheres que são autoras de renome, como George Sand), ou nas Histórias Tradicionais Politicamente Correctas de James Finn Garner.

Estórias (Para Adultos) Infantis de Xico Braga são essencialmente relatos onde Eros, tão só uma componente, irrompe como que por casualidade e, com a mesma discrição que chega, com a mesma discrição se consuma e o autor passa a outra história, uma outra, e outra ainda para… adultos infantis. O primeiro conto desenvolve-se em torno de uma lição de vida sobre a urbanidade e lisura que se deve considerar nas relações fazendo jus ao adágio popular: “ovelha que barrega perde o bocadel”; lição aprendida e tem depois o animal pasto que o satisfaça. Se assim não fosse, dificilmente as personagens de Estórias (para adultos) infantis teriam para contar e, “inglória, inglória” (ao inverso do que dizem os contadores tradicionais), não havia nem fim, nem história. O conto “A mesa de cozinha” desperta na imagética cinéfila memórias do filme O carteiro toca sempre duas vezes. Toca sempre duas vezes, para não deixar de ser ouvido; como Xico Braga, não com dois mas com estes sete contos e um par de poemas, não pode deixar de ser lido e de continuar a escrever. Pode-se reencontrar nestas histórias uma certa ludicidade, uma plenitude satisfeita, talvez porque, como no imaginário das histórias para crianças, também os adultos precisam de encontrar na leitura um espaço de evasão, de tranquilidade reencontrada. E estes contos não transmitem tanto uma “tensão libidinosa”, mas antes um sorriso de cumplicidade indulgente ou ironia pelos contextos e desenvolvimentos destas pequenas narrativas. Mas a idealização nostálgica ou construída da infância não visa o reencontro com um tempo sem pressões e com a crença na possibilidade de materialização de desejos? Se Estórias (para adultos) infantis é um título que pode fazer cócegas à curiosidade do leitor, o livro lê-se com tranquila satisfação. Nele tudo decorre sem dramas, sem excitações, sem comprometimentos (e decorrentes complicações e catarses), como se a naturalidade do espaço de entorno de cada narrativa se plasmasse nos encontros e relacionamentos que se sucedem.

Estórias (Para Adultos) Infantis são cuidadosamente pescadas à linha, com um anzol que, nestas páginas, indiferentemente vai prendendo, em momentos sensuais, os protagonistas: artistas, pessoas comuns, tainhas, redes de um bordado e, reiteradamente, o próprio leitor que fica, tal como a personagem do conto “O meu sorriso”, refastelado, “coçando a alma com a revisão de alguns poemas acabadinhos de escrever”. Histórias bem-humoradas, onde se pressente a presença do “era uma vez”, do tempo do faz-de-conta, do que existia sem sombra de pecado, sem sombra de SIDA e outras assombrações que não fossem as urgências de uns biscates, uns apertos de dinheiros ou vagas incertezas de emprego. Toda uma irrealidade difusa, como aquela que só na infância se pode percepcionar e que, no mundo a sério, o dos crescidos, não tem já lugar. Alguma coisa aqui Xico Braga tinha de escrever para adultos, mas saiba-se lá se o fez! Tal como convenções artísticas se quebram, como géneros literários se diluem e fundem, também a heterogeneidade entre jovens leitores e leitores adultos se esbate. E interrogamo-nos: então, isto é que são histórias para mim, que sou adulto? Tal como a tradição, as coisas também já não são como eram. Se calhar, estas histórias são mesmo para adultos infantis, porque outros, no fundo, não há, e gente adulta, verdadeiramente a sério, pode lá embarcar na suspensão da realidade que, a cada passo, irrompe na escrita e na arte!

Vera Silva

Eu vi um esquilo azul

“A natureza favoreceu-me, e os inexplicáveis olhos verdes com que nasci – a genética nunca entrou nas tentativas de explicação que o meu bairro encontrou para este facto –, depois do longo treino que lhes dei até à perfeição deste meu meio franzido olhar, têm explicado o meu sucesso entre as benditas das mulheres. Nenhuma me escapa, se é que me entendem! quando lhes lanço a mirada. Aguço-lhes a vontade de se fazerem encontradas comigo e, muito à conta disso, tornei-me exímio pé de dança em tudo o que é baile das colectividades das freguesias ao redor do meu umbigo. Muita maminha atarraxei ao meu peito a dançar esses slows inventados para nos atazanarem ainda mais o desejo, se isso é possível! e muita maminha pus ao léu em posteriores encontros de combinação segredada entre a dolência dos compassos. Por aqui me fico, por enquanto. Tenho esta fama, e proveito! de irresistível. Uma outra qualidade também explica o meu sucesso: eu não sou um gabarola. Não escondo, mas não exibo as minhas conquistas. A minha intimidade, essa, é tabu. Todas as moças que catrapisco sabem que, o que vivemos, comigo morre. É qualidade, a arte de guardar segredo. Aprendi-a à minha custa, em duas valentes bofetadas que o bruto do pai da Teresa me pregou, depois da minha rábula exibicionista entre os meus amigos. Tinha eu treze anos e partia para a descoberta dos prazeres que os corpos das mulheres encerram desde que a Eva, em bendita hora! se atreveu a comer a proibida maçã. A Teresa! Que será feito dela? Foi para Beja com os pais, há uns bons anos, e nunca mais a vi. Que pena! Era tão linda! Que treze anos de promessas ela mostrava, fazendo-nos, a todos, andar pelo beicinho, no nascer dos nossos primeiros amores de quase adolescentes. “Eu vou beijá-la toda” disse eu, em desafio. “Uma aposta que não consegues”. Foi assim, neste tom de mostrar quem é que é bom, que eu me aventurei a confiar na força do meu olhar esverdeado e a lançar-me na aventura de conseguir uma encontro com a Teresa, na casa dela, depois das aulas, com a esfarrapada desculpa de ela me ajudar num trabalho de Geografia. Ela percebeu logo, pois quando, fechada a porta nas minhas costas, lhe peguei na mão e a puxei para mim, foi ela que lançou os lábios contra os meus e se apertou a mim, acendendo-me um fogo nunca antes sequer imaginado.”

Xico Braga

Autores Locais > Xico Braga

Novas actividades

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GRÂNDOLA

Tendo em vista a celebração do seu 20º aniversário, a biblioteca prepara-se para apresentar um conjunto de novos serviços que visam chegar cada vez mais perto da população, envolvendo-a de forma cada vez mais activa nas nossas iniciativas.
Informamos, pois, que se encontram desde já abertas as inscrições para o Clube de Escrita, que terá início na próxima terça-feira dia 29 de Setembro pelas 21h30 na Biblioteca.
Já no dia 31 de Outubro, iremos organizar uma mini-maratona de contos, pelo que desde já aceitamos inscrições para contadores e amantes da narração oral.
Para mais informações sobre estas duas actividades, entre em contacto connosco através do 269450082 ou magnuspetrus@gmail.com

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Xadrez Cultural

BIBLIOTECA MUNICIPAL DO PINHAL NOVO




Átrio exterior da Biblioteca Municipal de Pinhal Novo

19 e 26 de Setembro / 15h30

Demonstração de várias modalidades:
Bodycombat, Bodypump, Spinning...

Comunidade de Leitores: Rui Zink

BIBLIOTECA MUNICIPAL DO PINHAL NOVO

Comunidade de Leitores com Rui Zink
30 de Setembro a 9 de Dezembro - Quartas-feiras - 21 horas

Sessões:

30 de Setembro
14 de Outubro
28 de Outubro
11 de Novembro
25 de Novembro
9 de Dezembro



Nasceu em Lisboa em 1961. Escritor e Professor no Departamento de Estudos Portugueses da Universidade Novo de Lisboa.
Conhecido ensaísta, tradutor, ficcionista.
Realizou trabalhos de investigação sobre Banda Desenhada, Caricatura e Ilustração.
Autor de uma obra diversificada, com títulos como, por exemplo, Hotel Lusitano (primeiro romance), Apocalipse Nau, O Suplente, Os surfistas ou o Destino Turístico, o seu último romance (2008).
A sua obea está traduzida para uma dezena de línguas.
Introduziu os cursos de escrita criativa em Portugal.
Em 2009 ocupou a cadeira Hélio e Amélia Pedroso / FLAD na Universidade de Massachussetts Darmouth.

Programa das Sessões:

Mário de Carvalho - Os Alferes - Caminho, 1984. ("Era uma Vez um Alferes")

Teresa Veiga - História da Bela Fria - Cotovia, 1992. ("Consequências do Processo de Descolonização")

Miguel Vale de Almeida - Quebrar em Caso de Emergência - Olhapim, 1996. ("Uma Razão para Tudo")

Inês Pedrosa - Fica Comigo esta Noite - Dom Quixote, 2006. ("A Cabeleireira")

Miguel Esteves Cardoso - As Minhas Aventuras na República Portuguesa - Assírio & Alvim, 1990. (reedição 2006)

Alberto Pimenta - Discursos sobre o Filho-de-Deus - Teorema, 2000.

A participação na Comunidade de Leitores implica inscrição prévia numa das Bibliotecas da Rede ou através do telefone 212 336 632.

Formação de Utilizadores

REDE MUNICIPAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS DO CONCELHO DE PALMELA

A Rede Municipal de Bibliotecas Públicas do Concelho de Palmela promove, entre os meses de Setembro e Dezembro, um conjunto de acções de formação, dirigidas aos utilizadores dos diferentes serviços e de faixas etárias diversas.
A 25 de Setembro e 27 de Novembro, entre as 19 e as 21h30, são promovidas visitas guiadas às Bibliotecas Municipais de Palmela e de Pinhal Novo, respectivamente, com o objectivo de dar a conhecer os serviços prestados e as normas de funcionamento, bem como alguns elementos relacionados com as práticas biblioteconomicas.
O Catálogo On-Line da Rede Municipal de Bibliotecas é o tema da última acção, nos dias 30 de Outubro e 18 de Dezembro, também entre as 19 e as 21h30, e integra a visita ao espaço web da Divisão de Bibliotecas, aos serviços disponíveis e ao catálogo, com a análise e exploração dos mecanismos de pesquisa.
A inscrição deverá ser feita em qualquer equipamento da Rede de Bibliotecas. Mais informações através do telefone 212 336 632.
A formação de utilizadores mais autónomos é um dos objectivos da Rede de Bibliotecas, que «fornece as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais» (Manifesto da IFLA/ UNESCO sobre Bibliotecas Públicas, 1994).

Exposição "Voto Uma Arma do Povo"

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PINHAL NOVO

A nossa biblioteca acolhe a exposição "Voto Uma Arma do Povo" até dia 17 de Outubro.




Cedida pela Comissão Nacional de Eleições, esta mostra, com uma forte dimensão pedagógica, pretende reavivar a memória de um período conturbado da história recente portuguesa aos que o viveram e mostrar às novas gerações a riqueza iconográfica e documental das primeiras eleições livres e justas (a eleição da Assembleia Constituinte de 1975). De acordo com o comissário da exposição, Manuel Villaverde Cabral, são duas as mensagens essenciais que se pretendem transmitir: «recordar em traços largos o processo político e social, através do qual se cumpriu a promessa de eleições livres, feita desde o primeiro momento, pelo Movimento das Forças Armadas, quando pôs termos a perto de meio-século de ditadura, e chamar a atenção para a importância crucial que a isenção e o rigor postos nos procedimentos eleitorais têm na legitimação do acto, dos resultados eleitorais e na sua aceitação por todos os concorrentes».A exposição “O voto – uma arma do povo” poderá ser visitada durante o horário de funcionamento da biblioteca, às terça- feiras, das 10h30 às 19h00, às quartas-feiras e sábados, das 14h00 às 19H00, e às quintas e sextas-feiras, das 10h30 às 19h00.